segunda-feira, 25 de abril de 2011

Esculturas hiperrealistas.

Arte hiperrealista é algo que fascina a todos nós. Não há como não se surpreender com tamanha perfeição e riqueza de detalhes.

Estou postando imagens de três dos artistas mais conhecidos, são eles:

Ron Mueck





Evan Penny




Jamie Salomon




Sites oficiais: 

Evan Penny:         http://www.evanpenny.com/
Jamie Salomon:   http://www.avatarsculptureworks.com/jamiegallery2.htm

Infelizmente, não consegui encontrar um site oficial de Ron Mueck.

domingo, 24 de abril de 2011

Vida e obra de Vincent van Gogh (1853-1890)

 


Biografia
"O artista maldito"

Ele passou para a história como um dos exemplos mais notórios do artista maldito, do gênio desajustado, do homem incompreendido por seu tempo, mas que foi aclamado pela posteridade. Ao longo da vida, sofreu uma série interminável de infortúnios: desilusões amorosas, crises nervosas, misérias financeiras. Foi tratado como louco, ficou várias vezes exposto à fome, à solidão e ao frio. Ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos, hoje é considerado um dos maiores mestres da pintura universal.

Vincent Willem van Gogh,  nasceu em 30 de março de 1853, em uma pequena aldeia de Groot-Zundert, na Holanda. O irmão mais velho, que também fora batizado como Vincent, nascera um ano antes, 1852, igualmente em 30 de março, mas morrera com apenas seis meses de idade. Assim, a criança recém-nascida vinha ao mundo com a responsabilidade de ocupar o lugar que o destino roubara ao primogênito.

Por isso, van Gogh foi obrigado a abandonar cedo a escola, para ajudar no sustento da família. Filho de um pastor protestante,  conseguiu aos 15 anos o emprego de empacotador e despachante de livros na cidade de Haia, numa filial da prestigiada galeria Goupil, de Paris. Ali, manteve seus primeiros contatos com a arte e com artistas.

Foi transferido para a filial de Bruxelas e, em seguida, para a de Londres. Mas, após ser rejeitado por uma jovem inglesa pela qual se apaixonara, caiu em depressão, buscou refúgio espiritual na religião e acabou demitido. A partir de então, passou a ter uma existência mística e errante. Alternou empregos subalternos, viveu como vagabundo e foi pregar o Evangelho para camponeses e mineradores no interior da Bélgica.

Em 1880, enfim, trocou a fé pela arte. Mas a sua inquietação existencial continuou, ainda mais intensa. Apaixonou-se novamente, desta vez por uma prima, que também recusou-lhe o seu amor. Em 1882, conheceu a prostituta Christine Sien, grávida e alcoólatra, com quem passou a viver durante alguns meses, até que a convivência entre os dois se tornou insuportável. Nesse período, os quadros de van Gogh ainda possuíam cores e tons predominantemente escuros.

Após a morte do pai, em 1885, o artista nunca mais retornaria a Holanda. Fixou-se inicialmente na Antuérpia e, depois, decidiu ir a Paris, onde passou dois anos e descobriu a pintura luminosa dos impressionistas. "O ar francês  limpa o cérebro e faz bem", escreveu à época, antes de decepcionar-se com a rivalidade entre os artistas locais e a vida agitada da cidade grande.

Foi na pequena e ensolarada aldeia francesa de Arles que a pintura de Vincent van Gogh encontrou o cenário ideal para dar o grande salto artístico, a partir de 1888, apenas dois anos antes de sua morte. As cores - sobretudo o amarelo - explodiram com intensidade nas telas, mas o deslumbramento e a obsessão pelo trabalho minaram-lhe a saúde física e mental.

Em Arles, pintou cerca de 200 quadros e fez 100 desenhos. Ficou esgotado e foi internado em um asilo, após uma série de colapsos nervosos. Em um deles, investiu contra o colega Paul Gauguin, armado com uma navalha. Terminou por decepar a própria orelha, que presenteou a uma prostituta.

Em meados de 1890, aos 37 anos, viajou para a cidade francesa de Auvers-sur-Oise, para tentar descansar e recuperar a saúde. O médico recomendou-lhe a pintura como terapia. No dia 27 de julho, saiu em direção a um trigal, igual a tantos outros que já pintara. Mas não levava telas e pincéis, e sim uma pistola. Voltou a arma contra o próprio peito e apertou o gatilho. Não resistiu ao ferimento. Morreu por volta de uma e meia da manhã do dia 29.

No início daquele ano, recebera uma boa notícia: finalmente um trabalho seu, o quadro "A videira vermelha", conseguira encontrar comprador.



Curiosidades 

Cartas a Theo.  Ao longo da vida, Vincent van Gogh escreveu mais de 750 cartas ao irmão, Theodore, quatro anos mais novo, mas por quem foi sustentado durante longos períodos. Nesses escritos, discorre longamente sobre seu processo criativo, sobre seu relacionamento com o irmão e amigos e sobre o avanço progressivo da loucura. A extensa e emocionada correspondência seria mais tarde reunida em livro, Cartas a Theo. No Brasil, existe uma edição de bolso da obra, editada pela L&PM. 
O missionário. Em 1878, Vincent van Gogh tentou ingressar em um curso de teologia em Amsterdã. Pretendia seguir a mesma carreira do pai e do avô, pastores protestantes, mas foi reprovado nos exames de admissão. Não desistiu: fez um curso livre em Laeken, próximo a Bruxelas e depois mudou-se para um pequeno distrito, cujos moradores viviam do trabalho extenuante em uma mina de carvão. Como missionário, passou por várias privações, dormindo no chão e tratando de doentes incuráveis.
Prova de fogo. Uma das muitas paixões não-correspondidas de Vincent van Gogh foi a que nutriu pela prima, Kee Vos-Stricker, que era viúva e mantinha-se fiel à memória do marido morto. Para provar a intensidade de seu amor, Vincent submeteu-se, literalmente, a uma prova de fogo: deixou a mão sobre a chama de uma lamparina até queimá-la. A prima não se comoveu.
Desavenças com Gauguin. Quando mudou-se para Arles, Vincent van Gogh convidou Paul Gauguin para morar com ele naquela cidade do sul da França. Pretendia fundar, ao lado do colega, uma espécie de "colônia de artistas". O curto período em que estiveram juntos foi de grande importância para a obra posterior dos dois artistas. Mas as diferenças estéticas e as diferenças de temperamento entre os dois terminaram por provocar crises nervosas em van Gogh, que se revoltou, quis agredir Gauguin e acabou por se agredir, cortando um pedaço de sua orelha. Gauguin com intenções simbolistas pintava de memória, enquanto van Gogh fazia questão de pintar diante da natureza.
À luz de velas. Van Gogh pintava também à noite, no campo, ao ar livre. Para iluminar o cavalete, as tintas e os pincéis, o artista lançava mão de um singular estratagema: colocava uma fileira de velas acesas sobre a aba do chapéu.
Arte no sanatório. Após a temporada em Arles, o artista foi internado em um hospital em Saint-Remi-de-Provence. As obras deste período mostram ciprestes eriçados e céus turbulentos. É desta época a sua interpretação da gravura de Doret "A ronda dos prisioneiros", na qual se identifica e se retrata entre os prisioneiros.
Milhões de dólares. Como não tinha dinheiro para pagar modelos, Vincent van Gogh convidava amigos e conhecidos para pintar-lhes os retratos. Foram assim que surgiram algumas de suas obras mais célebres, como o "Retrato do Dr. Gachet" - Paul Gachet foi o médico que tratou dele nos últimos momentos de vida. Um século depois, em 1990, o quadro foi leiloado por mais de 80 milhões de dólares.
Nas telas do cinema. A vida atormentada de van Gogh tem sido um tema fértil para o cinema. Um dos grandes filmes sobre a vida do artista é Sede de viver, dirigido por Vincent Minelli, de 1956, com o ator Kirk Douglas no papel principal. O cineasta japonês Akira Kurosawa também o retratou em um dos episódios do filme Sonhos, de 1990. No mesmo ano, Robert Altman filmou Van Gogh - Vida e obra de um gênio. Em 1991, o francês Maurice Pialat, em Van Gogh, abordou os meses finais da existência turbulenta do pintor.



Contexto histórico
Sob o signo da paixão.

A rigor, a obra de Vincent van Gogh não pertence a nenhuma corrente artística específica. Na falta de uma classificação mais precisa, costuma-se incluí-la no rótulo genérico do pós-impressionismo, termo criado posteriormente para definir um grupo de artistas, de diferentes estilos e tendências, surgidos no final do século 19. Ao provocar uma ruptura com seus antecessores, anteciparam alguns pressupostos da arte moderna do século 20.

O impressionismo originara-se em Paris, entre 1860 e 1870. A invenção e a popularização crescente da fotografia impuseram aos artistas um dilema incontornável: qual a função que restava à pintura, se o novo invento era capaz de retratar o "real" com a maior fidelidade possível? Como solução para o problema, os impressionistas propunham que as artes plásticas, em vez de sucumbir diante do advento da fotografia, deveria superar a fase realista e se concentrar em formas subjetivas de captar o mundo, dando ênfase à luz e ao movimento.

Os primeiros trabalhos de van Gogh, feitos ainda na Holanda, revelavam uma forte preocupação social ao retratar, com tons sombrios e monocromáticos, a vida miserável dos camponeses, em um momento em que a Revolução Industrial modificava a vida nas grandes cidades e provocava uma onda de pauperização extrema na zona rural.

Em Paris, ao entrar em contato com os impressionistas, van Gogh deixou de lado as cores escuras e passou a explorar a luminosidade e um cromatismo intenso. Mas sua arte não se submeteria aos princípios seguidos pelos colegas parisienses. Na verdade, levaria o impressionismo às últimas conseqüências, radicalizando a experiência de representação subjetiva da realidade.

As pinceladas rápidas e enérgicas, as formas contorcidas e uso de cores primárias conferiam às telas uma dramaticidade única e revelavam a alma atormentada do artista. Van Gogh antecipava assim algumas características básicas do expressionismo, escola que romperá de vez com os padrões tradicionais de beleza. "Procuro exprimir as mais terríveis paixões humanas. Quero pintar o retrato das pessoas como eu as sinto e não como eu as vejo", dizia o artista.



Sites relacionados 

Museu Van Gogh - Site oficial do Museu Van Gogh, em Amsterdã, inaugurado em 1973. Contém biografia, fotos e reprodução de obras. Textos disponíveis em holandês, inglês, espanhol, italiano, alemão e japonês. 
Masp - Aqui podem ser conferidas as obras de Vincent van Gogh que fazem parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo, o Masp. 
Van Gogh Gallery - Página em inglês, com muitas informações sobre o artista, incluindo biografia, cronologia e lista das principais obras, além de downloads de proteções de telas para computador. 
WebMuseum - O site traz reproduções de dezenas de quadros de van Gogh. 
Van Gogh's Letters - Site com cartas escritas por Van Gogh, catalogadas por data e assunto, com recurso adicional de busca por palavras. Em inglês. 
The Vincent van Gogh Gallery - Site em ingles sob responsabilidade de David Brooks, com 2.174 obras listadas e comentadas, entre desenhos, e pinturas.
Website Van Gogh & Gauguin - O site é do Museu van Gogh de Amsterdam e fala da relação entre os dois, mostra os quadros produzidos neste período, correspondências e críticas.



Principais obras

1. Os comedores de batatas (1885) - O quadro mais famoso da primeira fase do artista. Retrata trabalhadores em torno de uma mesa, pintados em tons sombrios.

2. Quarto em Arles (1888) - Pinceladas firmes e cores fortes são usadas para retratar o quarto de van Gogh em Arles, cidade que marcou sua reviravolta artística. Existem mais duas versões desta obra realizadas em 1889.
3. Doze girassóis numa jarra (1889) - Um dos mais conhecidos quadros da série de girassóis que van Gogh começou a pintar em Arles. Hoje está entre as obras mais valiosas do mundo.
4. Auto-retratos (1886-1890) - Van Gogh pintou trinta e cinco entre 1886 e 1889. Um dos mais famosos eternizou o episódio em que cortou a própria orelha: "Auto-retrato com orelha enfaixada", de 1889.
1888.
5. Noite Estrelada (1889) - Um dos quadros mais reproduzidos de van Gogh em todo o mundo, pintado em Saint-Remy-de-Provence.

6. Retrato do Dr. Gachet (1890) - Pintado nos últimos meses de vida do artista, mostra o médico que cuidou dele em Auvers-sur-Oise e que o socorreu após o tiro no peito que o levaria à morte.

Fonte:  http://mestres.folha.com.br/pintores/01/

Vida e obra de Pablo Picasso.

 

Biografia - Pablo Picasso (1881-1973)

Uma vida entre mulheres

Ele amou as mulheres com a mesma intensidade com que produziu sua obra. Alguns críticos e historiadores chegaram a mostrar a coincidência, de forma um tanto quanto esquemática, entre as fases de sua carreira e os romances que protagonizou. Embora esta pareça uma interpretação arriscada e simplista, o próprio Picasso fazia questão de estabelecer relações diretas entre sua vida privada e os rumos de seu trabalho artístico. "Pinto da mesma forma como outros escrevem uma autobiografia", dizia.

Nascido em 1881, em Málaga, Espanha, Pablo Picasso era filho de um professor de desenho e, desde cedo, demonstrou um talento singular para as artes. Quando tinha 14 anos, seus pais mudaram-se para Barcelona, onde montou seu primeiro ateliê e conviveu com os intelectuais e boêmios da cidade.

Aos 20 anos, viajou para Paris, onde levou uma vida espartana, dividindo um pequeno quarto com o poeta e jornalista Max Jacob. São desta época de sérias dificuldades financeiras, entre 1901 e 1905, os quadros de sua chamada "fase azul", caracterizada pela melancolia estampadas no rosto das figuras humanas que pintava.

A "fase azul" teve fim quando entrou em cena, na vida de Picasso, a bela Fernande Olivier, uma mulher exuberante, que trabalhava como modelo para vários artistas. É quando surge, entre 1905 e 1906, a chamada "fase rosa" de seu trabalho, na qual predominaram os temas circences, com figuras recorrentes de dançarinos, acrobatas e arlequins.

Mas foi em 1907 que Picasso deu a grande virada em sua carreira, ao produzir uma obra que viria revolucionar todo o cenário artístico da época: Les Demoiselles d’Avignon, marco fundamental da estética cubista. O quadro tem nítida influência das pesquisas de Picasso sobre a arte ibérica e africana, além de revelar seu contato com a obra de Matisse e Cézanne. É nessa síntese de referências que o pintor vai buscar os ingredientes necessários para compor o quadro célebre, que implodiu conceitos básicos das artes até então, como a perspectiva e o sombreado para expressar volume. Mas houve quem visse em um novo romance de Picasso, com outra bela mulher, Marcelle Humbert, as motivações para essa explosão criativa do artista.

Em 1915, Marcelle morreu tuberculosa e, três anos depois, Picasso casou com a bailarina Olga Koklova, que lhe deu o primeiro filho, Paul. O casamento durou 20 anos, embora o coração instável de Picasso tenha começado a bater muito antes pela jovem Marie-Thérèse Walter, de apenas 17 anos, com quem manteve um tórrido caso de amor. O divórcio de Picasso e Olga foi traumático, com disputas judiciais que levaram o artista a ser impedido de entrar em seu próprio ateliê e a perder para a ex-mulher a posse do Château de Boisgeloup, onde ele e a lolita Marie-Thérèse encontravam-se às escondidas.

Segundo uma das biógrafas de Picasso, Antonina Vallentin, foi por causa do romance com Marie-Thérèse Walter que Picasso modificou mais uma vez sua maneira de pintar: "É para ela que inaugura o seu modo de composição linear, com curvas sinuosas que reproduzem os movimentos sutis do corpo da amada". Ao mesmo tempo, Picasso passou a retratar Olga Kaklova como um monstro abominável.

Picasso ainda dividia os lençóis com Marie-Thérese quando apaixonou-se pela fotógrafa Dora Maar, que lhe servirá de modelo para a figura da "Mulher que chora", no célebre painel "Guernica". Manteria o relacionamento amoroso com Dora até 1943, ano em que conheceu mais uma de suas musas, a também pintora Françoise Gilot, que foi a única mulher a abandoná-lo, dez anos depois, em 1953. Com 72 anos, Picasso resolveu casar mais uma vez, com Jacqueline Roque, 35 anos mais nova do que ele.

Morreu em 1973, aos 91 anos de idade, com problemas na visão, na vesícula e na próstata.

Curiosidades 
  • Nascido morto. Os biógrafos de Pablo Picasso afirmam que, ao nascer, ele foi considerado um natimorto. Após sair do ventre da mãe, o bebê não apresentou sinais de respiração ou de batimentos cardíacos. Um tio, o médico Salvador Ruiz Blasco, tentou reanimar a criança e baforou a fumaça de seu charuto sobre o rosto dela. Para surpresa de todos, o recém-nascido reagiu e começou a chorar.
  • Nome quilométrico. Depois do incidente durante o nascimento do pequeno Pablo, a família quis garantir a proteção dos céus para o filho e reuniu, na hora do batismo, uma série de referências a santos protetores. É por este motivo que o nome completo do artista era enorme: Pablo Diego Jose Francisco de Paula Juan Nepomuceno Crispin Crispiniano de la Santisima Trinidad Ruiz Blasco Picasso y Lopez.
  • O suicídio do amigo. O choque emocional provocado pelo suicídio de um amigo, o pintor Carlos Casagemas, em 1901, por causa de uma desilusão amorosa, é considerado um dos motivos que desencadearam a melancólica "fase azul" de Pablo Picasso. Casagemas havia sido rejeitado por uma jovem chamada Germaine, que havia posado para alguns quadros de Picasso. Após a morte do amigo, Picasso pintou várias obras em homenagem a Casagemas.
  • Arte atirada ao fogo. No início da carreira, quando ainda dividia um pequeno quarto com o poeta e jornalista Max Jacob em Paris, Pablo Picasso passou por muitas privações. Durante um inverno mais rigoroso, para escapar do frio, foi obrigado a queimar alguns de seus desenhos para manter o cubículo aquecido.
  • "Foi o senhor que fez isso?"  Uma das obras mais célebres de Picasso, o mural "Guernica", foi encomendada pelo governo espanhol para o pavilhão daquele país na Exposição Internacional de Paris, em 1937. As imagens dramáticas que concebeu retratam o bombardeio dos aliados nazistas de Ferdinando Franco sobre a cidade espanhola de Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola, que precedeu à Segunda Guerra Mundial. Consta que, quando da ocupação nazista na França, o embaixador alemão teria perguntado com desdém a Picasso, diante de uma foto de "Guernica": "Foi o senhor que fez isso?". Ao que Picasso teria respondido: "Não, foram vocês".
  • Picasso e Einstein.  Não foram poucos os críticos e historiadores da arte que tentaram estabelecer relações entre a fase cubista de Picasso e a Teoria da Relatividade de Albert Einstein. Segundo defendem os adeptos da tese, as experiências estéticas do cubismo, sobretudo aquelas relacionadas à exploração do espaço e do tempo, teriam sido influenciadas pelas pesquisas científicas de Einstein. Ao representar objetos e rostos humanos de frente e de perfil ao mesmo tempo, por exemplo, Picasso estaria trabalhando o conceito de quarta dimensão e da simultaneidade, corroborando a teoria relativista de Einstein, segundo a qual o tempo não pode ser encarado como um fluxo, mas como uma faceta da realidade.

Contexto histórico

"Eu não aprimoro, eu sou"

Pablo Picasso dizia que passou a vida inteira para aprender a desenhar como uma criança. De fato, seus trabalhos de juventude seguiam à risca os padrões acadêmicos. Aos 15 anos, fez um retrato de sua mãe que comprova um domínio perfeito sobre a técnica do desenho e da pintura tradicional.

Nos quadros de suas duas primeiras fases, a "azul" e a "rosa", também demonstrou um inegável requinte formal, até que decidiu subverter os conceitos consagrados de harmonia e todos os padrões de beleza estética, ao pintar as figuras propositalmente distorcidas e fragmentadas de Les Demoiselles d’Avignon.

Impossível não notar a influência de Paul Cézanne na ruptura que Les Demoiselles provocou em relação a todas as convenções e dogmas da arte ocidental, abrindo caminho para as experiências do cubismo. Ao mesmo tempo, é interessante notar que o conjunto da obra de Picasso não pode ser reduzido a nenhum movimento específico, embora sua busca por novas formas de expressão tenha mantido conexões e sido cortejada por membros de diferentes vanguardas da arte moderna: cubistas, surrealistas, expressionistas e abstracionistas, entre outros.

O próprio Picasso rejeitava solenemente qualquer idéia de que houvesse um sentido evolutivo no cerne de seu trabalho. "Eu não procuro, eu acho", dizia. "Eu não aprimoro, eu sou", reforçava. Por isso mesmo, permitia-se lançar mão dos mais variados estilos, sem que isso significasse a busca de uma linha progressiva de um ponto específico para outro. "Os diversos estilos que empreguei em minha arte não devem ser considerados como uma evolução, ou passos rumo a um ideal desconhecido de pintura. Quando queria expressar algo, não o fazia pensando no passado ou no futuro".

Pablo Picasso demonstrava absoluta consciência de sua contemporaneidade: "Aliás, não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte". Como bem observou o crítico e poeta mexicano Octávio Paz, a vida e a obra de Picasso confundem-se com a própria história da arte no século 20: "Ele foi, por excelência, o pintor de seu tempo, com seu inconformismo, negações e dissonâncias. Seus contemporâneos reconheciam-se em suas obras, embora nem sempre as entendessem".


Sites relacionados
  • Fundação Pablo Picasso - Portal oficial da entidade, localizada em Málaga, cidade onde nasceu Picasso. Em inglês, francês e espanhol:  
http://fundacionpicasso.malaga.eu/opencms/opencms/fundacionpicasso/portal_es/portada

 

Principais obras

1. Les Demoiselles d’Avignon (1907) - A obra que modificou a história da pintura no século 20. Na época, provocou choque geral por causa da ousadia.
2. Guernica (1937) - A obra mais divulgada e reproduzida de Picasso, sobre os horrores da guerra civil espanhola.
3. Mulher sentada (1937) - Um dos muitos retratos que Picasso fez da amada Marie-Thérèse.
4. Dora Maar com Gato (1941) - Outra musa de Picasso, a fotógrafa Dora Maar, também foi modelo para muitas obras do artista.
5. Pomba da Paz (1949) - Desenho célebre, que marca a aproximação de Picasso com a doutrina comunista.

Fonte:  http://mestres.folha.com.br/pintores/06/

Um gênio chamado: Leonardo da Vinci (1452-1519)

Leonardo da Vinci.
Madona del fusu.
 

Síntese dos ideais estéticos que deram origem ao Renascimento, a obra de Madona del fusu, de Leonardo da Vinci, genial pintor, escultor, engenheiro, arquiteto e cientista, foi um dos pilares sobre os quais se assentaram diversos domínios da ciência e da arte.

  Leonardo da Vinci nasceu em Vinci, próximo a Florença, na Itália, em 15 de abril de 1452. Filho ilegítimo do notário florentino Ser Piero e de uma camponesa, foi criado pelo pai. Ao revelar vocação para a pintura e o desenho, empregou-se como aprendiz do escultor e pintor Andrea del Verrocchio, por volta de 1467. Trabalhou com Verrocchio até 1477 e, nos quatro anos seguintes, sozinho.

     Por volta de 1480 começou a pintar "São Jerônimo", que deixou inacabado. No ano seguinte mudou-se para Milão e trabalhou na "Adoração dos magos", encomenda dos monges de San Donato, em Scopeto. Também inacabada, essa é a primeira tela que pode ser atribuída com segurança a Leonardo. Nela se percebe o gênio do artista que, embora se considerasse continuador direto de Giotto e de Masaccio, já não apresentava em sua pintura semelhança alguma com a tendência plástico-formal própria da escola florentina do Renascimento.

     A serviço de Ludovico Sforza, desenvolveu vários projetos de engenharia militar, realizou estudos hidráulicos sobre os canais da cidade e, como diretor das festas promovidas pela corte, organizou competições, representações e torneios, para muitos dos quais desenhou cenários e figurinos. 

     Dedicou-se também ao estudo da anatomia, física, botânica, geologia e matemática. Nesse período, pintou algumas de suas obras-primas -- a primeira versão da "Virgem dos rochedos" (c. 1483) e a "Última ceia" (1495-1497) --, decorou a Sala delle Asse (c. 1498) e trabalhou numa estátua eqüestre de Francesco Sforza, jamais fundida em bronze. 

     Iniciou nessa fase a redação dos manuscritos do Trattato della pittura, cuja primeira edição impressa data de 1651.

     Quando, em 1499, tropas francesas invadiram Milão, Leonardo voltou para Florença, já como artista consagrado. Em 1502 decidiu acompanhar Cesare Borgia na campanha de Romagna, como arquiteto e engenheiro militar. 

     No ano seguinte estava de volta a Florença, onde, durante o cerco de Pisa, desenvolveu um projeto para desviar o curso do rio Arno, de forma a cortar o acesso da cidade ao mar. No mesmo ano, começou a pintar "Mona Lisa", uma de suas obras mais conhecidas e na qual a arte da pintura atinge um de seus grandes momentos. 

     Iniciou também o quadro "Leda", conhecido apenas por intermédio de cópias, que parece ter sido o único nu de toda a sua obra, e, com Michelangelo, cujo prestígio já começava a superar o seu, decorou a sala do conselho do Palazzo Vecchio. Michelangelo pintou uma cena da batalha de Cascina, enquanto Leonardo pintava a "Batalha de Anghiari". Nenhum dos dois trabalhos foi concluído.

     Entre 1506 e 1513 Leonardo novamente residiu em Milão, onde tornou-se conselheiro artístico do governador francês, Charles d'Amboise, e projetou para ele um novo palácio. Com o restabelecimento da dinastia Sforza, Leonardo foi para Roma, em 1513, onde permaneceu sob a proteção de Giuliano de Medici, irmão do papa Leão X. 

     Nessa época, aprofundou suas pesquisas ópticas e matemáticas. Depois da morte de Giuliano, em 1516, Leonardo foi para Amboise, a convite de Francisco I, que o nomeou primeiro-pintor, engenheiro e arquiteto do rei. Continuou então os estudos de hidráulica, ao mesmo tempo em que organizou cadernos de apontamentos e preparou festas para a corte.

     Leonardo voltou sua curiosidade para todos os campos do saber e da arte, e em cada um deles afirmou seu gênio. Apesar de não ter realizado as grandes obras com que sonhava na pesquisa científica, a vasta informação contida em seus apontamentos e desenhos é suficiente para demonstrar a universalidade de seu saber. Ao estudo da estática e da dinâmica dedicou algumas de suas pesquisas mais valiosas. Baseou-se na leitura da obra de Aristóteles e de Arquimedes, às quais foi um dos primeiros a acrescentar contribuição original.

     Da Vinci estudou ainda as condições de equilíbrio sobre um plano inclinado e enunciou o teorema do polígono de sustentação da balança. Realizou pesquisas originais sobre os centros de gravidade -- no que antecipou-se a Galileu -- e idealizou uma máquina destinada a testar a resistência dos fios metálicos à tração. Ainda no domínio da física, estudou os efeitos do atrito e enunciou definições para força, percussão e impulso.

     A partir do vôo dos pássaros, Leonardo determinou os princípios da construção de um aparelho mais pesado do que o ar, capaz de voar com a ajuda da força do vento. Entre seus desenhos incluem-se esboços de um aparelho bastante parecido com o helicóptero moderno e o esquema de um pára-quedas. 

     De sua atividade como projetista militar destacam-se os vários desenhos de canhões, metralhadoras, carros de combate, pontes móveis e barcos, bem como estudos sobre a melhor maneira de abordagem de um barco grande por um pequeno, o esquema de um submarino e bombardas. Leonardo inventou também máquinas hidráulicas destinadas à limpeza e dragagem de canais, máquinas de fiar, trivelas, tornos e perfuratrizes. Também antecipou-se aos urbanistas com seus projetos de cidades.

Pintura.
     No Trattato della pittura, Leonardo da Vinci defendeu essa forma de arte como indispensável à realização da exploração científica da natureza e aconselhou os pintores a não se limitarem à expressão estática do ser humano. Utilizava ao pintar todos os seus conhecimentos científicos: suas figuras humanas derivavam diretamente dos estudos de anatomia, enquanto as paisagens revelavam o conhecimento de botânica e geologia.

     Muitas de suas obras se perderam, foram destruídas ou ficaram inacabadas. Conhecem-se apenas cerca de 12 telas de Leonardo de autenticidade indiscutível. Ao longo de sua obra, é visível a importância cada vez maior que o artista concede aos contrastes entre luz e sombra, e, principalmente, ao movimento. Com o sfumato, que dilui as figuras humanas na atmosfera, Leonardo realizou síntese admirável entre modelo e paisagem.

     A "Última ceia", um dos quadros mais famosos do mundo, foi muito danificada e sofreu diversas restaurações, motivo pelo qual pouco resta do original. É inigualável, no entanto, a solidão de Cristo, em contraste com a agitação dos apóstolos, dividos em grupos de três. Judas, o traidor, é a única figura em isolamento entre eles. Os vários estudos e desenhos de Leonardo revelam a preocupação do autor com os menores detalhes da cena.

Pouco antes de morrer, no castelo de Cloux, perto de Amboise, na França, em 2 de maio de 1519, nomeou seu discípulo predileto, Francisco Melzi, herdeiro de todos os valiosos estudos, desenhos e anotações que deixava. Melzi preservou cuidadosamente a herança, mas com sua morte, cerca de cinqüenta anos após a do mestre, os manuscritos se dispersaram. 

Conservaram-se cerca de 600 desenhos, que representam talvez a terça parte da vasta produção de Leonardo da Vinci.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Imagens poéticas de Daniel Gerhartz!

Olá amigos,

Hoje estou postando algumas pinturas maravilhosas,  que retratam imagens poéticas do dia a dia.
À princípio, não tinha conseguido identificar a autoria das pinturas, mas com a ajuda da amiga Maria Cristina, agora sei que são do artista Daniel Gerhartz.











quarta-feira, 20 de abril de 2011

O maior de todos os espetáculos: a vida! A maior de todas as artes: viver!

Para todos que visitam este blog e que enchem meu dia de alegria com sua amizade e carinho, uma mensagem que fala da vida e do viver!

Uma abençoada Páscoa a todos, repleta de alegrias e muito amor!
Com o carinho de sempre

Lilian

A cada manhã

A vida começa

A cada gota de orvalho

Repete seu exercício

Contínuo

De nascer,

Crescer,

Transformar

E multiplicar.

A cada manhã

A vida floresce

Estende seus braços

Para o céu

E se reproduz,

A cada manhã

A vida se espalha

E aos pares

Se encontra

Se entrega

E se manifesta

Em mil formas

Mil maneiras

Diferentes de ser,

Maravilhosas de ser

E reinventa

Seu milagre infinito..... de recomeçar

Uma nova manhã!